Olá, enfim eis eu aqui ressuscitando este blog novamente. Como sempre para postar meus pensamentos e etc.
Enfim, este post além de dizer sobre o que eu penso e filosofo, também é de um assunto que fiquei profundamente revoltada, então resolvi abrir essa questão. Até onde somos seres que utilizamos nosso cérebro para julgar os acontecimentos trágicos dentro da nossa sociedade? Tem gente que "raciocina" quase que com o mesmo raciocínio de um lagarto. Não que lagartos sejam inferiores, nada a ver, mas são mais normais que muitas pessoas por aí, mesmo seus cérebros não possuirem características que mamíferos tem. Enfim, tem gente agindo mais que um selvagem e no meio da nossa sociedade.
Minha revolta é: cadê o respeito?
Eu gosto de ser sarcástica no meu seguinte comentário... as pessoas gostam de considerar justiça o que as beneficie. Ou seja, se um indivíduo mata um inocente, para ele, justiça é deixá-lo em liberdade. JUSTIÇA não pode ser assim. E gosto de mencionar também o seguinte: pense pelo povo, porque você faz parte do povo (queira ou não). Todos nós somos seres vivos, passamos pelos processos embrionários, passamos pelo nascimento, passamos por processos bioquímicos, e de brinde temos as nossas necessidades biológicas e sociais. Um mendigo é quase que nem você, a diferença é o seu pobre estado social. Sim, ele tem fígado, ele tem pâncreas, ele tem encéfalo, exatamente como você. Agora o que umas pessoas adoram tornarem-se arrogantes e não sentirem empatia (que é um sentimento muito nobre, raro e superior) pelo próximo é lamentável. Arrogância assim tornam essas pessoas mais mesquinhas, e por consequência, uns zero a esquerda.
Hoje tá muito essa modinha de "agir pelo próprio umbigo", ou seja, assiste aquele filme, acha style o vilão (vai me dizer que a mulher-gato, em Batman, não é interessante?) e quer seguir aquela linha de fundamento do personagem do filme. Olha, na realidade, pode até parecer legal para quem vê. Realmente, aquele vilão pode parecer muito sensual e/ou muito inteligente e calculista (Wow!), e vejo como tem gente que não segue seu espírito e sim alguma influência em um personagem fictício. Que pena, se tornam mesquinhos!
Vamos nos ver como pessoas, como indivíduos e, principalmente, como parte de uma sociedade notavelmente estruturada e rica em conceitos/pré-conceitos.
Gosto muito de comparar-nos como células. As células são estruturas aparentemente simples, mas executam papéis diversos (dependendo de sua "vocação") e são bem complexas nas suas funções. Células também morrem. Células se cooperam. Células fazem o organismo todo funcionar. O organismo (sociedade) é formado por células (pessoas). Mas nem todas as células são úteis, há as malditas cancerosas. Uma célula cancerosa não é nada sozinha, então ela cria uma tropa para ela e se expande no organismo. A sociedade está cheia de câncer, e se deixar, isso acaba por nos destroçar cada vez mais. Pense nisso...
Enfim, eu fico pensando se senso de ética é cultural, porque por todo lugar nós vemos injustiças e atrocidades, coisas não admitidas na sociedade, serem feitas como se fossem puramente normais. Como foi o caso de Amina Filali, que citei no texto a seguir sobre A Imagem da Mulher e Sociedade.
O texto a seguir foi postado originalmente no blog Faladalua
A Imagem da Mulher e Sociedade
Esses dias, eu estava inocentemente vendo meus e-mails diários, e deletando os spams, até que eu vejo um e-mail do Avaaz, em que me cadastrei para participar de petições. Então vi uma notícia chocante onde uma menina é forçada a casar-se com seu estuprador. Enfim, essas coisas existem, e não sei por quê. A garota marroquina Amina Filali, de 16 anos, molestada, suicidou-se com veneno de rato (e acho que até foi uma morte "suave" para quem estava intensamente violada física e psicologicamente). Há meninas que se suicidaram de outros modos mais chocantes, e refletimos com isso o que a pobre jovem tinha passado em seus últimos tempos antes de morrer.
Pois é, vemos a injustiça e nosso sangue ferve, mas essas decisões ridículas de inferiorizar a mulher é cultural. Eu acredito que é pura falta de bom senso. E falta também de atitude de muitas outras mulheres, como a mãe de Amina que aceitou juntamente com o pai que a filha se casasse com o cara que violentou-a (que pais são esses?). Venho a discutir isso aqui porque é inaceitável que o fim de Amina se repita como sempre se repete com muitas outras garotas, que nem sequer tem chance em exigir seus direitos como gente, como um ser vivo, como cidadã, caladas pela falta de justiça.
Muita coisa é meramente cultural, há o que carece de senso de ética e de justiça que vai além do que podemos imaginar que ocorra principalmente pros dias de hoje.
Vou citar uma coisa cultural e não chocante, por exemplo: rosa para meninas, azul para meninos. Deus, ou sei lá como preferir, não desceu simplesmente lá do céu e ordenou essa relação entre cores e gêneros. Culturalmente, se atribui as cores ao respectivo sexo. Crescemos simplesmente vendo a cultura nos influenciar massivamente e, claro, muitas vezes sem questionar por quê aquilo. A menina veio ao mundo e já ganhou o quartinho cor-de-rosa, e ao longo do tempo ganha bichinhos fofos de pelúcia, ganha uma boneca Barbie... enfim, cresce vivendo a cultura em que se encontra.
Biologicamente falando, em grosso modo, não há Barbie, não há quarto cor-de-rosa, não há muito do que crescemos acostumados. Biologicamente falando, considera-se suas disposições fisiológicas, anatômicas, e por aí vai. Não que nossa biologia seja muito amarga e limitada, e que a sociedade seja muito sonhadora e fresca. Mas enfim, não vou falar muito sobre tal, até porque o meu rascunho de uma sociedade perfeita talvez nunca vá em mãos de se concretizar.
Porém, é interessantíssimo lutarmos pelos nossos direitos. principalmente das mulheres, mesmo que eles sejam culturais, não estão biologicamente saudáveis. E, às vezes, nem para a sociedade é saudável. Quem gosta de ver a situação de Amina e considerar normal aquela dor da garota e o seu suicídio? Parabéns - ironicamente dizendo - aos pais de Amina, que não questionaram com senso e perderam uma filha. Biologicamente falando a grosso modo, perderam por parte sua genética. Morte da prole é, não apenas, biologicamente desastroso, como também culturamente. Bom que essa questão abriu espaço para discutirmos e questionarmos esses fatos.
Agora vamos falar culturamente e biologicamente, sobre a imagem da mulher. Por agora, vou mencionar o que eu acredito. E gosto de insistir no seguinte argumento: o corpo da mulher é o seu templo.
Antigamente, talvez referindo-se a várias centenas de anos, principalmente em tempos pré-cristãos, em determinadas culturas o corpo da mulher era visto diferente, e que só ultimamente estão começando a resgatar esses ensinamentos. A biologia da mulher é uma coisa muito interessante. Nós mulheres possuimos uma biologia quase que divina e perfeita. Tudo agindo conforme um frágil ciclo, em que se inclui o menstrual e sua relação com as fases da lua (diz-se da palavra "mês" estar relacionada com "menstruação"). Enfim, não só é a menstruação que é influenciada pelas fases da lua, mas não irei me aprofundar no assunto por aqui agora.
Este semestre eu estou estudando embriologia. E como é lindo ver a transformação de duas células germinativas (espermatozóide+ovócito) e formando embrião no interior de um útero. Lindo porque, vários processos se desencadeiam com um único objetivo: formar uma vida. Isso é tão maravilhoso que não sabemos explicar, e atribuimos isso ao divino. A mulher faz a vida surgir no interior de seu templo.
Nós mulheres temos a capacidade de gerar a vida, nós e também os homens devem respeitar a essência feminina (até porquê os homens também fazem parte do processo de gerar a prole, já que não chegamos na façanha que outros animais têm de partenogênese).
Mas nem todos tem a noção da vida. É uma pena, pois ela é muito preciosa. Como também é importante respeitar nossas próprias vidas e a dos outros. Eu nem preciso me tornar cristã para ter o senso disso.
Então, a gente olha as injustiças e reflete se aquilo tudo é normal. É normal também com o que ocorreu com a ucraniana Oksana Makar? Seres humanos fazendo mal e atrocidades com seu próximo de maneira tão brutal e hedionda? Molestaram-na, estrangularam-na, queimaram ela viva. E sairam impunes.
Agora vamos refletir com sabedoria e compaixão, que nossos pontos de vista devem se ajustar com a realidade e que podemos mudar essas situações e impedir que aconteçam no futuro.
Hoje, eu estava indo para a faculdade, e no noticiário da rádio, um jornalista nos pede atenção para pensar sobre a seguinte situação: Um homem foi flagrado fazendo sexo com três meninas de 12 anos. O que a justiça poderia fazer nesse caso? Prender o homem? Deixá-lo livre? A identidade do homem ficou sob sigilo por ser, supostamente, um homem ligado à política etc. Sua sentença foi de liberdade. Como assim? A 'justiça' argumentou que não é nada em errado fazer sexo com as três crianças pois, diz-se que elas já haviam se prostituido anteriormente. (...............?) Eis a questão: A criança faz porque quer? A criança tem total domínio consciente de sua segurança? Vamos pensar pelas crianças em nossas família, que não passem por tal situação constrangedora e ridícula como aquelas pobres meninas foram colocadas.
Eu acho que essas pessoas sem caráter, insensatas e cruéis não deveriam ter sequer perdão, pois não perdoarão os inocentes. Os inocentes que sofrem nas mãos de covardes.
Esses dias eu estava lendo a biografia de Oprah Winfrey, que é a mulher mais rica no entretenimento norte-americano. Seus programas televisivos são um sucesso e seu carisma é incontestável. De primeira vista, ninguém imagina que ela teve um passado triste, pobre e traumático. Não nasceu em berço de ouro, e viveu a vida na raça, até chegar inevitavelmente ao sucesso. Fiquei horrorizada ao ler sobre seu começo de vida e do início de sua adolescência em que ela era molestada pelo próprio primo e tio.
E o que é triste é que isto é uma realidade.
Nesse exato momento uma inocente pode estar sofrendo abusos sem poder contestar pelo seu próprio corpo e pela dor física e emocional que carregará até o final de sua vida.
E então pensamos, cadê os direitos humanos? Cadê senso de ética? Eu que já sempre achei hediondo e atroz o que algumas pessoas fazem com animais maltratando-os por considerá-los inferiores e na pior das hipóteses, objetos descartáveis e imunes a dor. Mas isso também acontece infelizmente entre pessoas também, e vindo a ser uma escala mais assustadora e aberrante ao ponto de vista público: como alguém tem coragem de molestar e estrangular outra pessoa? Como pode ver provocar dor e desespero no outro de maneira tão brutal e insensível? É uma realidade, e ignoram, inclusive a "justiça". Ah, e os indivíduos que molestaram Oskana também se encontram em liberdade, por serem de famílias mais ricas. Pois é, nasceram em berço de ouro, filhinhos de papai, sem noção nenhuma sequer de senso de ética.
Quase como ocorreu em Brasília há mais de dez anos (e me lembro perfeitamente dos noticiários), onde um grupo de riquinhos, filhos de deputado, queimaram vivo um índio no ponto de ônibus (para variar, no dia do índio), argumentando, ainda, que achavam que ele era "apenas um mendigo".
E, cadê o respeito?
E, então, voltemos à questão agora da imagem da mulher. Sabemos perfeitamente que homens e mulheres agem de maneira diferente, seja por hormônios ou anatomia. Homens visão mais espacial, mulher visão mais de detalhes. E como um livro têm em seu título, homens fazem sexo e mulheres fazem amor. Aliás, é um ótimo livro para se entender um pouco essa ampla diferença entre ambos.
As mulheres são extremamente "sensitivas" em questão de sexualidade. É muito importante uma gama de coisas pro ato sexual, como erotismo, pré-eliminares e, claro, muito amor. O homem é geralmente mais o sexo seco, carnal.
Então ser estuprada não é uma experiência maravilhosa para uma mulher, como os homens gostam de imaginar para eles. Fora que para o sexo, a mulher tem que passar por uma avalanche de processos fisiológicos e psicológicos que a deixem realmente receptiva. Para um homem é somente ter a ereção, já o dispôs a praticar o sexo.
Homens possuem uma genitália menos invasiva do que a mulher. Mulheres têm genitália extremamente sensível em questão de cuidados. A higiene, o amor ao seu corpo, devem ser tudo integrados nos cuidados com sua genitália. A genitália feminina é extremamente vulnerável, invasiva, é o seu interior. Não basta sendo dentro de seu corpo, lá localiza-se também seu centro de fertilidade. É naturalmente o ponto aonde a mulher vai receber "a sementinha" do seu parceiro. E, obviamente, o seu ponto inicial para gerar o fruto, a sua prole.
Nós somos mamíferos e sabemos, inconscientemente ou não, o quanto é importante uma família. E, sim, uma família saudável. Também desejamos, principalmente nós mulheres, uma família estável, um marido carinhoso e fiel. Até porque isso vai garantir uma família inteligente, não é mesmo? Pais dispostos a manter família e criar os filhos. Nesse mundo atual, divórcios seguidos, violências, correria, esquecemos de nossas necessidades biológicas. Talvez em determinado ponto, explique a deficiência que gera comportamentos bizarros e sádicos no meio da sociedade. Mas não vamos aprofundar nisso. Quero deixar claro a seguinte coisa, que volta ao mencionado no texto, que é a capacidade "divina" das mulheres de gerar outra vida dentro do seu corpo.
Então, se sua genitália é invasiva, sensível, é óbvio que qualquer lesão e violência feita nela será digno de um trauma físico. Não somente físico, ainda fica psicológico, porque, como falei o psicológico da mulher influencia na sua vontade para o sexo. Agora, imagine aqui, sua parte sensível violada, sem amor, e ainda desesperada, sendo molestada no seco. Não é a toa que é extremamente traumático. É seu interior que foi violado, atingido, bombardeado, molestado. É a sua pessoa que foi atingida, violada. É sua identidade que foi rejeitada, sua cidadania foi rejeitada, sua idade e sua vida foram rejeitadas. Suas vísceras sentem a frio todo o desespero. Uma coisa que terá de suportar o resto da vida as cruéis lembranças atormentando-lhe na cabeça; isso se permanecer viva.
Mesmo muitos homens acreditando até que deve ser divertido serem "estuprados" por uma mulher - adquirindo então a eles uma imagem de "gostosão irresistivelmente sedutor", há um caso até engraçado ao ser relatado, que aconteceu na Rússia. Um homem foi assaltar um salão de beleza e mal sabia que a dona era faixa-preta. Sem chances, ele foi imobilizado por ela com o fio do secador de cabelos. Não bastasse isto, ela ainda o fez por alguns dias de escravo sexual, forçando-lhe a consumir viagra durante aquele período. Quando o libertou, ele quis processá-la por abuso. Pois é, ele não gostou daquilo tudo! A princípio, dá para perceber que sua revolta foi de ter sido violado. Se para um homem, isso já é traumático - inclusive, para ele foi fisicamente - imagine para uma mulher.
Se você gosta de ir em baile funk e ver aquelas lindas moças dançando de maneiras obcenas e quase ginecológicas, vá brincar nelas, que aguardam ansiosamente, e não na menina inocente da sua rua.
Enfim, voltando ao ponto sobre a genitália feminina, vamos recapitular. Lá é o ponto inicial da fertilidade, de formar a prole. E a prole necessita mais que qualquer coisa, de um ambiente favorável para se desenvolver física e mentalmente. Ou seja, uma família saudável, competente, apta.
Muitas mulheres abortam. Aborto é horrível, é lamentável, é repulsivo. Mas existe, por diversos motivos. Seja porque a mulher não está se sentindo preparada para criar aquela criança (seja porque foi violentada, seja porque foi na balada e fez com qualquer um, etc etc etc) ou porque seu corpo naturalmente rejeita (como por anomalia, por exemplo). E, ainda, como é criar um filho sem amor? Você sabia que uma boa parte de casos de depressão pós parto é ocasionada na mãe por ela sofrer abuso físico ou emocional do parceiro? Uma família instável, sem condições física e psicológica para criar a prole é triste. E é uma realidade.
E não dá para a gente agir evitando abortos, estupros e assassinatos se a gente não recorrer às fontes desses problemas, dessas vergonhas da sociedade. Se já não pensou o que você faz da sua vida, nos seus hábitos, nos seus filhos, pois pense, porque a hora de mudar é agora. Precisamos urgentemente de senso de ética, de senso de família, de senso de justiça na nossa sociedade.
E que os homens e as mulheres respeitem seu templo, porque ele é fonte da vida.
Lua Kawaii
Minha vida, minha opinião, minhas citações favoritas.
31 de março de 2012
25 de fevereiro de 2011
A Vida Além do Macro
Como vocês sabem, eu estou, como sempre, em mais ênfase no meu blog principal, Fala da Lua. Mas para não enterrar este blog secundário de vez, resolvi adicionar aqui um post que eu acho muito importante, e que vale a pena registrá-lo por aqui também. Enjoy!
Texto originalmente postado em Fala da Lua
A VIDA ALÉM DO MACRO
Foto por: trichoplax.com
Eu estou lendo um livrinho, chamado Microcosmos. E, sinceramente? Eu me encontrei neste livro. A partir do momento que eu comecei a refletir sobre as aulas de microbiologia na faculdade, penso incessantemente sobre o impacto íntimo desses pequenos organismos na nossa evolução.
Bactérias, por exemplo, para muita gente, é sinônimo de doença. Vírus, então, nem se fala. Há quem disse que vírus são completamente inúteis e devem ser totalmente exterminados. Calma minha gente,e les são uma capinha com fita dentro. São extremamente simples.
E o que quero dizer é que, se pensarmos mais longe, vamos ver também como as coisas são bem simples, apesar de aparentemente complexas.
Então, vou refletir um pouco sobre o que eu venho pensando, não descartando, é claro, diversas outras hipóteses e informações, já que acredito na interrelação, no envolvimento de demais eventos. E, enfim, até então no livro consta como a formação da pluricelularidade fez a façanha de nos levar ao que somos hoje, e lógico, temos bilhões de anos para explicar este resultado.
Eu não acredito que a humanidade tenha dois mil anos, como já vi citarem. Isto, inclusive, estaria ignorando diversos fatos históricos e diversas civilizações pré-cristãs. Acredito fielmente que somos "resultados" de uma evolução contínua e, talvez, muitas pessoas consideram assombroso isso já que mexe muito com os conceitos que tinham aprendido ao longo da vida, aí chega algum fulaninho darwinista para questionar até o criacionismo. Aí começa aquela briga sem fim. Páro por aqui.
Estava lendo, inocentemente e feliz, sobre o Trichoplax. Ok, é um organismo minúsculo. Ok, é uma coisinha rastejante. Hum, não há ancestrais encontrados a ele. Hum, ele é considerado animal. Ok. Ei, espera aí! Bingo! OH MY GOD! Longe de querer considerá-lo como de uma geração espontânea, ele pode ter sido o resultado de microorganismos que passaram a adquirir a pluricelularidade, o que não é uma coisa extremamente rara, muito menos impossível.
Uma coisa que eu gostaria de acreditar é que nós somos feitos de isopor e que não temos tripas feias e mal-cheirosas, que não temos esse monte de víscera e carne dentro como aqueles corpos das aulas de anatomia.
Mas temos, e tudo isso é um amontoado de células. Nós somos um amontoado de células. Um amontoado de substâncias. Uma professora na faculdade até nos referiu como proteínas ambulantes. Achei hilário, mas se pensar bem, do que as células contém, e por assim vai, nós nos resumimos a isso. Não é feio, é genial da natureza. Tudo começando pelos minúsculos alicerces, os microorganismos.
Como eu já disse, eu acredito em interrelação. O que o branco misturado com o vermelho dá. Dá uma outra cor, dá um outro tom.
Voltando ao caso dos vírus agora. Ano retrasado eu tive virologia na faculdade, com a professora Ana Lúcia, que era uma professora exemplar. E durante uma aula eu tive a surpreendente informação sobre Herpes vírus. Por ser um vírus latente, muitas pessoas o tem sem saber. E ele acompanha a humanidade por um bom tempo, não sendo excluído de provavelmente ter contribuído em nossa evolução. Os vírus tem a façanha de mexer na nossa genética, de entrar na nossa célula e brincar com o nossa carga genética contida nela. É claro que ele só quer se reproduzir, mas acabou por colaborar um pouco na nossa evolução. Isso mudou minha forma de pensamento. Para mim, quando vírus era somente sinônimo de doença e mal desnecessário, vi por outros olhos, posteriormente.
Não estou dizendo, por exemplo, para boicotar vitamina C na gripe. Até porque sua deficiência o enfraqueceria, o vírus aproveita disso, causando o desconforto.
E é engraçado como tem uma interrelação, que vai muito muito além de sistemas, de órgãos, de interações mecânicas grosseiras; a vida caminha minuciosamente orquestrada pela evolução, pela natureza.
E, vejamos, a interrelação é tão inteligente que não se resume somente sobre o contato de pequeninas células, mas observo como que vai muito além disso e incorporamos, talvez inconscientemente, na nossa forma pura de ver a nossa própria sociedade. Me lembra até em partes um filminho que já assisti quando estava na escola, se não me engano, chamado Ilha das Flores, narrando a "aventura" de um tomatinho. Digo pelo ciclo evidente: o cara planta o tomate, o outro cara vende, a dona de casa compra, o tomate velho que ela jogou fora vai para adubo, e assim vai.
Agora que já divaguei demais, enfim, para concluir, vou colar um texto interessante sobre o Trichoplax, que é o fulano que me inspirou a escrever e "desafabar" aqui. O texto, a seguir, se encontra neste link:
Texto originalmente postado em Fala da Lua
A VIDA ALÉM DO MACRO
Foto por: trichoplax.com
Eu estou lendo um livrinho, chamado Microcosmos. E, sinceramente? Eu me encontrei neste livro. A partir do momento que eu comecei a refletir sobre as aulas de microbiologia na faculdade, penso incessantemente sobre o impacto íntimo desses pequenos organismos na nossa evolução.
Bactérias, por exemplo, para muita gente, é sinônimo de doença. Vírus, então, nem se fala. Há quem disse que vírus são completamente inúteis e devem ser totalmente exterminados. Calma minha gente,e les são uma capinha com fita dentro. São extremamente simples.
E o que quero dizer é que, se pensarmos mais longe, vamos ver também como as coisas são bem simples, apesar de aparentemente complexas.
Então, vou refletir um pouco sobre o que eu venho pensando, não descartando, é claro, diversas outras hipóteses e informações, já que acredito na interrelação, no envolvimento de demais eventos. E, enfim, até então no livro consta como a formação da pluricelularidade fez a façanha de nos levar ao que somos hoje, e lógico, temos bilhões de anos para explicar este resultado.
Eu não acredito que a humanidade tenha dois mil anos, como já vi citarem. Isto, inclusive, estaria ignorando diversos fatos históricos e diversas civilizações pré-cristãs. Acredito fielmente que somos "resultados" de uma evolução contínua e, talvez, muitas pessoas consideram assombroso isso já que mexe muito com os conceitos que tinham aprendido ao longo da vida, aí chega algum fulaninho darwinista para questionar até o criacionismo. Aí começa aquela briga sem fim. Páro por aqui.
Estava lendo, inocentemente e feliz, sobre o Trichoplax. Ok, é um organismo minúsculo. Ok, é uma coisinha rastejante. Hum, não há ancestrais encontrados a ele. Hum, ele é considerado animal. Ok. Ei, espera aí! Bingo! OH MY GOD! Longe de querer considerá-lo como de uma geração espontânea, ele pode ter sido o resultado de microorganismos que passaram a adquirir a pluricelularidade, o que não é uma coisa extremamente rara, muito menos impossível.
Uma coisa que eu gostaria de acreditar é que nós somos feitos de isopor e que não temos tripas feias e mal-cheirosas, que não temos esse monte de víscera e carne dentro como aqueles corpos das aulas de anatomia.
Mas temos, e tudo isso é um amontoado de células. Nós somos um amontoado de células. Um amontoado de substâncias. Uma professora na faculdade até nos referiu como proteínas ambulantes. Achei hilário, mas se pensar bem, do que as células contém, e por assim vai, nós nos resumimos a isso. Não é feio, é genial da natureza. Tudo começando pelos minúsculos alicerces, os microorganismos.
Como eu já disse, eu acredito em interrelação. O que o branco misturado com o vermelho dá. Dá uma outra cor, dá um outro tom.
Voltando ao caso dos vírus agora. Ano retrasado eu tive virologia na faculdade, com a professora Ana Lúcia, que era uma professora exemplar. E durante uma aula eu tive a surpreendente informação sobre Herpes vírus. Por ser um vírus latente, muitas pessoas o tem sem saber. E ele acompanha a humanidade por um bom tempo, não sendo excluído de provavelmente ter contribuído em nossa evolução. Os vírus tem a façanha de mexer na nossa genética, de entrar na nossa célula e brincar com o nossa carga genética contida nela. É claro que ele só quer se reproduzir, mas acabou por colaborar um pouco na nossa evolução. Isso mudou minha forma de pensamento. Para mim, quando vírus era somente sinônimo de doença e mal desnecessário, vi por outros olhos, posteriormente.
Não estou dizendo, por exemplo, para boicotar vitamina C na gripe. Até porque sua deficiência o enfraqueceria, o vírus aproveita disso, causando o desconforto.
E é engraçado como tem uma interrelação, que vai muito muito além de sistemas, de órgãos, de interações mecânicas grosseiras; a vida caminha minuciosamente orquestrada pela evolução, pela natureza.
E, vejamos, a interrelação é tão inteligente que não se resume somente sobre o contato de pequeninas células, mas observo como que vai muito além disso e incorporamos, talvez inconscientemente, na nossa forma pura de ver a nossa própria sociedade. Me lembra até em partes um filminho que já assisti quando estava na escola, se não me engano, chamado Ilha das Flores, narrando a "aventura" de um tomatinho. Digo pelo ciclo evidente: o cara planta o tomate, o outro cara vende, a dona de casa compra, o tomate velho que ela jogou fora vai para adubo, e assim vai.
Agora que já divaguei demais, enfim, para concluir, vou colar um texto interessante sobre o Trichoplax, que é o fulano que me inspirou a escrever e "desafabar" aqui. O texto, a seguir, se encontra neste link:
"O Trichoplax é um animal marinho simples com uma cavidade corporal cheia de fluido com cerca de 0,5 milímetros de tamanho. É tão diferente de qualquer outra criatura que lhe foi atribuído um filo próprio, o filo Placozoa. Não tem órgãos internos nem a maior parte de outros tecidos. É composto por alguns milhares de células de quatro tipos diferentes, em três camadas distintas, com um único cílio que lhe permite mover-se.
Mansi Srivastava e os seus colegas publicaram o esboço do genoma na revista em Agosto de 2008. Eles descobriram que o tem um dos menores genomas nucleares encontrados numa criatura multi-celular, com aproximadamente 98 milhões de pares de bases e 11500 genes codificantes de proteínas. Em contraste, os seres humanos têm cerca de 3 biliões de pares de bases de DNA com 20000 genes codificantes de proteínas. No entanto, homólogos de mais de 80% dos genes do Trichoplax também são encontrados no genoma humano:
Trichoplax partilha mais de 80% dos seus genes com os seres humanos," disse Dellaporta."
17 de setembro de 2010
Visite meu outro blog!
Este blog é o meu principal e um pouco mais antigo:
http://faladalua.blogspot.com
Eu acho que vou postar mais por ali e talvez algum dia retorne mais aqui em luakawaii. No faladalua vou sempre colocando algumas coisas sobre: ciência, educação, esoterismo, entre outras coisas.
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Eu acho que vou postar mais por ali e talvez algum dia retorne mais aqui em luakawaii. No faladalua vou sempre colocando algumas coisas sobre: ciência, educação, esoterismo, entre outras coisas.
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